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Meditação XXV: Delicadezas, luz e bênçãos

March 26, 2020

 

 

Reze o Salmo 119/118,17-24

Leia, agora, como lectio divina Tb 11.

 

1. Observe bem os vv. 1-3. Se os anjos, como já vimos, são expressão do cuidado providente de Deus em relação aos homens, veja como Rafael, aqui, é expressão da delicadeza de Deus (vv. 1-3). O Senhor cuida de nós, o Senhor não é um Deus distante, mas a Sua providência envolve o universo e permeia todos os aspectos da nossa vida. No mundo da pressa, do ativismo e da tecnologia, a tentação do ser humano é já não mais ser atento a esta silenciosa presença do Senhor... Pare um pouco; pense no dom totalmente gratuito que é a sua existência... Pense nas suas preocupações... Coloque-as nas mãos do Senhor. Reze o Sl 131/130.

 

2. Agora, vamos nos deter numa personagem que aparece discretamente no decorrer de todo o Livro de Tobias, ora de modo simpático ora de modo reprovável: trata-se de Ana, esposa do velho Tobit e mãe do jovem Tobias. Seu perfil é tão humano. Vejamos: ficou ao lado do esposo quando ele foi castigado por cumprir a Lei de Moisés e perdeu tudo, chegando mesmo a ter que fugir (cf. 1,20); na cegueira de Tobit, quando ele estava na miséria, de esmola, essa mulher trabalhou para fora para ajudar o esposo (cf. 2,11-12); no lar sob a tensão da miséria e da desventura, sofreu injustamente o estresse de Tobit, que desconfiou da integridade da esposa, acusando-a erradamente de roubo (cf. 2,14); perdeu a paciência e extravasou toda a sua tensão e desgosto, excedendo-se e sendo insensata, ao fazer pouco das boas obras e da piedade do esposo, chegando quase a desafiar a Deus (cf. 2,14). Ana parece ter sido mãe amorosa e cheia de generosidade (cf. 4,3s); mostra sensibilidade e profundo amor pelo filho, colocando-o acima de bens e comodidades (cf. 5,18 – 6,1/5,23-28); lamenta intensamente a possível perda do filho querido (cf. 10,4-7); espera o filho com todo o coração, esperando contra toda esperança (cf. 11,5) e com instinto próprio do amor materno, o pressente (cf. 11,6); como o pai do filho pródigo, de modo comovente, corre ao filho e se lança ao seu pescoço (cf. 11,9; Lc 15,20); louva a Deus pela cura do marido (cf. 11,16, segundo a Vulgata).

Observe: Tobit e Ana não são perfeitos, mas ambos se amam – basta pensar na fidelidade desta àquele e no cuidado daquele pela esposa; ambos amam o filho de dele cuidam; ambos temem a Deus e O honram, mesmo nos momentos de tristeza e tensão; ambos são amados e respeitados pelo filho Tobias (cf. 10,7; cf. Eclo 7,27s/29s). Pense um pouco: a família é sagrada, é desejada pelo Senhor e santificada pelo sacramento do matrimônio. Na vida familiar, ninguém é perfeito e irretocável, mas todos os membros, diante de Deus e na convivência recíproca, vão se aperfeiçoando no diálogo, na cooperação, na paciência, no perdão, no amor construído dia a dia. Leia Cl 2,12 – 4,1. A vida, as atitudes, o ambiente doméstico, deveriam ser marcados em Cristo pelas palavras do Apóstolo em Cl 3,12. Agora, pense na sua vida familiar. Pense nas suas atitudes em casa... Sua presença é construtiva? Suas atitudes ajudam para que sua família seja um ambiente agradável e aconchegante em Cristo? Como você enfrenta as tensões e dificuldades da vida doméstica?

 

3. Agora, vamos a Tb 11,7-14a, momento tão esperado da narrativa: a cura do velho Tobit! Finalmente, o significado do seu nome vai se confirmar: o Senhor é bom! Com o fel do peixe, as manchas dos olhos de Tobit regridem e se lhe retiram dos olhos algo como escamas. Assim, o ancião cego pôde ver novamente a luz. Compare esta narrativa com Jo 9, 1-7. Observe: Tobias sopra nos olhos do pai; Jesus nosso Senhor mistura a saliva (o sopro feito líquido no barro e faz lama); Tobias unge os olhos do pai com o fel; Jesus Cristo unge os olhos do cego com a lama. Tobit e o cego de nascença veem a luz deste mundo. Mas, o Senhor Jesus vai além: deixamos de ser cegos realmente quando vemos outra Luz! Tobit, enxergando, reconhece a ação de Deus e O bendiz; o cego de nascença deverá ver com os olhos do coração o Messias, Filho do Homem. Leia Jo 9,35-38. Quando vemos com os olhos da fé que Jesus é o Filho do Homem, o Enviado do Pai, e somos lavados na Sua piscina batismal (cf. Jo 9,7), é aí, então, que enxergamos verdadeiramente! É Ele a Luz do mundo (cf. Jo 8,12), Aquela Luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem (cf. Jo 1,19), de modo que é preciso decidir-se por Ele: quem caminha com Ele, verá de verdade; quem para Ele se fecha, ainda que pense enxergar, permanece cego (cf. Jo 9,39). A Luz definitiva não são as culturas, a ciência, as correntes filosóficas, as ideologias; a Luz é Jesus nosso Senhor! Leia At 9,3-19. Observe também aí: Saulo pensava enxergar, mas era cego; a Luz de Cristo cega-o para este mundo. Crendo no Senhor e sendo batizado, caem-lhe as escamas dos olhos e ele passa a enxergar de verdade, passa a enxergar claramente que Jesus é o Cristo de Deus, o Messias de Israel, o Salvador! Reze o Sl 36/35.

 

4. A oração de Tobias (cf. 11,13-15/16-17) é uma bênção típica do judaísmo, como já vimos. Impressiona a mentalidade dos fieis e humildes do Senhor: não cobram direitos adquiridos diante do Eterno, não acham que Deus lhes deve alguma explicação. Observe: “Bendito seja Deus! Bendito seja Seu grande Nome! Porque Ele me havia punido e de novo se compadeceu de mim!” Os humildes têm esta clareza: o Senhor tem sempre a nossa vida nas Suas mãos e tudo quanto nos acontece pode ser convertido em bem. Aqui, vale bem a palavra da Didaqué, catequese cristã do século I: “Tu aceitarás os acontecimentos da vida como sendo bons, sabendo que a Deus nada daquilo que acontece é estranho” (III,10). Leia Eclo 11,12-28/30; 18,1-14/13. Aí aparece bem o quanto a vida é fugaz e o quanto o homem está nas mãos do Senhor! O humilde percebe e confia ao Senhor a sua existência; o soberbo exclama: “Deus não existe!” Reze o Sl 53/52. Inspirado na oração de Tobit (cf. 11,13-17a), faça você agora a sua oração de ação de graças e bênção ao Pai, por Cristo nosso Senhor!

 

5. Releia as palavras de Tobit a Sara, sua nora. Ele deseja que Sara viva “na alegria e na bênção” (Tb 11,17). Viver na bênção é viver debaixo da ação amorosa e providente do Senhor, caminhando sempre debaixo dos Seus cuidados. Mas, para isto é necessário caminhar diante do Senhor na obediência aos Seus preceitos, abrindo-se para Ele, deixando que Ele e o Seu Reino entre na nossa vida. É o que Jesus nosso Senhor veio anunciar e trazer em plenitude (cf. Mc 1,14s). Isto exige conversão contínua, para que não vivamos fechados em nós mesmos. Isto seria viver na maldição (cf. Dt 11,26-28). Para finalizar, reze o Sl 1.

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